Guia do Seguro para o Crédito Digital

Criamos um Guia do Seguro, a fim de compartilhar informações a respeito do papel do seguro e como ele pode influir positivamente na cadeia de crédito digital.

Escrevemos este artigo para compartilhar a nossa visão sobre o papel do seguro e como ele pode influir positivamente na cadeia de crédito digital, seja na entrada de novos devedores ao oferecer maior eficiência no processo de adesão, ou no aumento da escalabilidade de oferta em decorrência da facilidade de contratação, podendo auxiliar também na padronização das atividades do segmento.

Esse material também ganhou a forma de E-book online e em PDF.
Você pode acessar a versão online aqui e baixar a versão em PDF aqui.

SUMÁRIO

1. Crédito digital
1.1 Crédito digital no Brasil
1.2 Crédito digital em outros países
1.3 Seguros para o Crédito Digital
2. Bancos digitais
2.2 Bancos digitais no Brasil
2.3 Bancos digitais em outros países
2.4 Seguros para bancos digitais
3. Home equity
3.1 Home equity no Brasil
3.2 Home equity em outros países
3.3 Seguros para o home equity
4. Como o seguro influencia o ecossistema de crédito digital
4.1 Oportunidades
4.2 Digitalização e seus impactos
 

1. Crédito digital

1.1 Crédito digital no Brasil

O mercado brasileiro é conhecido pelo alto spread bancário (diferença entre os juros que os bancos pagam em investimentos e os cobrados ao oferecer empréstimos), apesar da queda dos juros nos últimos anos.

Esse cenário serviu como motivador para a proliferação de fintechs com o foco na oferta de empréstimos. Apenas em 2018, as fintechs concederam mais de R$ 1 bilhão de crédito, com quase o dobro de números de solicitações de pessoas físicas em relação ao ano de 2017.

Segundo números da pesquisa “A Nova Fronteira do Crédito no Brasil”, a maioria dos clientes são das classes C e D, entre 26 e 47 anos, entre as pessoas físicas – no caso das pessoas jurídicas, a maior parte do perfil é de empresários individuais, micro e pequenas empresas.

Entre as que mais se destacam estão a Creditas, com foco em empréstimos com garantia de imóveis ou automóveis, e a Geru, primeira plataforma 100% online do setor.

1.2 Crédito digital em outros países

A expansão de oferta de crédito por meio de fintechs e lendtechs (startups segmentadas à oferta de empréstimos) também ameaça o cenário bancário tradicional em outros países.

Nos Estados Unidos e Europa, aumentam as opções de empresas voltadas tanto para o crédito pessoal, como a Avant Credit, quanto exclusivas para pequenas e médias empresas, como a Kabbage

Essas empresas também procuram atuar de acordo com as particularidades de cada região. No caso americano, a SoFi oferece financiamento escolar, enquanto a Affirm oferece crédito para compras com pagamento em parcelas fixas, formato não existente no mercado local.

Outra inovação do mercado é a oferta do empréstimo peer-to-peer (P2P), onde o papel da empresa é de conectar pessoas que pretendem investir com bons retornos e pessoas que pretendem obter crédito com juros mais baixos.

1.3 Seguros para o crédito digital

Seguro Prestamista

Para operações de crédito que não envolvam imóveis, como parcelamento de cartão de crédito, financiamentos para aquisição de bens e créditos consignados, o seguro Prestamista atende às exigências necessárias na contratação de apólices de seguro para cobrir morte ou invalidez dos devedores. 

O portal GEO oferece vantagens cruciais para as entidades financeiras digitais, incluindo emissão em tempo real das apólices e os certificados individuais de cada devedor, bem como taxa única independente da idade e do tipo de empréstimo.

Além disso, a ferramenta oferece a possibilidade de gestão de todas as apólices em apenas um lugar de forma rápida e segura como o mercado demanda.

2. Bancos digitais

2.1 Bancos digitais no Brasil

Com destaque cada vez maior desde 2016, os bancos digitais almejam o sexto lugar no mercado bancário brasileiro – atrás dos tradicionais Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander.

Entre eles está o Nubank, que iniciou sua operação em 2013 oferecendo apenas cartão de crédito e entrou no segmento de bancos digitais com o lançamento da sua conta corrente (NuConta) em 2017, que já conta com mais de 10 milhões de clientes.

Entre as instituições que já começaram como bancos digitais estão o Original, Neon e Inter, que expandiram suas atuações também para o público de Pessoa Jurídica.

Ainda existem marcas como o C6, lançado em 2019 com oferta de maquininha de pagamentos e tag para pagamentos em pedágios; e o Next, desenvolvido pelo Bradesco para alcançar o público mais jovem que tem buscado novas alternativas frente aos bancos tradicionais.

Apesar de numerosos, os bancos digitais ainda não entraram em segmentos como na oferta de crédito consignado e empréstimo com garantia de imóvel – atualmente com forte presença dos concorrentes já estabelecidos, que inclusive tem parcerias estratégicas com seguradoras para essas operações.

2.2 Bancos digitais em outros países

O serviço bancário evoluiu tecnologicamente a partir dos anos 60, com a introdução dos primeiros caixas eletrônicos, e com inovações de redes digitais de infraestrutura, utilização do online banking e do mobile banking ao longo das décadas seguintes.

Atualmente, no segmento das fintechs (startups com atuação no mercado financeiro), têm se destacado as neobanks, em especial no mercado europeu. Além do foco no atendimento por meio de aplicativos ao invés de agências físicas, elas também buscam diferenciais para tornarem-se mais atrativas ao público, cada vez mais exigente.

A Chime, dos EUA, oferece antecipação no recebimento dos salários semanais; enquanto a Starling oferece um marketplace de financiamentos e seguros de startups terceiras para seus clientes britânicos. Já a alemã N26, uma das principais do segmento, não cobra taxas de operações bancárias no exterior.

2.3 Seguros para bancos digitais

Seguro Habitacional - Apólice de Mercado

Esse seguro contempla em uma única apólice duas coberturas em caso de oferta de crédito para empréstimo com garantia de imóveis pelos clientes de bancos digitais – Morte e Invalidez Permanente (MIP Prestamista) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI).

A oferta da GEO oferece proteção ao garantir a quitação da dívida do segurado em caso de morte ou invalidez do devedor, assim como reconstrução ou restauração do imóvel segurado em ocorrências como incêndio, raio ou explosão, desmoronamento total ou parcial, inundação ou alagamento, por exemplo.

Segundo Resolução 4.676 do Banco Central, a oferta de crédito pessoal com garantia de imóvel é classificada como um modelo de financiamento imobiliário e assim conta com duas coberturas obrigatórias no ramo Habitacional, são elas: Morte e Invalidez Permanente (MIP Prestamista) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI).

Dessa forma, o seguro Habitacional Apólice de Mercado disponível no Portal GEO contempla todo o marco regulatório em apenas uma apólice.

Seguro Prestamista

Para tomada de qualquer tipo de crédito, como o decorrente de parcelamento de cartões de crédito ou operações de crédito consignado, o seguro Prestamista cobre casos de morte ou invalidez dos devedores.

O Portal GEO oferece vantagens como taxa única independente da idade do devedor e a não obrigação da apresentação da declaração pessoal de saúde do devedor em valores segurados de até R$ 500 mil por CPF.

A oferta no Portal GEO segue a resolução nº 365 de outubro de 2018, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que estabelece o marco regulatório dessa modalidade do seguro, entre eles a obrigatoriedade na emissão do certificado individual de cada devedor.

3. Home equity

3.1 Home equity no Brasil

Conhecida no mercado como home equity, a utilização de imóveis como garantia de empréstimos, é uma modalidade de crédito que pode servir para uma diferente gama de necessidades.

Nos últimos anos a opção ganhou maior espaço no mercado brasileiro com taxas mais atrativas e juros mais baixos.

Em agosto de 2019 o estoque de operações alcançou a marca de R$ 10,4 bilhões, segundo o Banco Central. O potencial do home equity, no entanto, é de R$ 500 bilhões nos próximos anos, segundo o BC, que tem buscado incentivar uso da modalidade.

Vale a pena lembrar que o home equity não é o mesmo do que a hipoteca. Na última, a propriedade fica no nome de quem toma o empréstimo e perde o imóvel em caso de calote apenas por meio da Justiça.

3.2 Home equity em outros países

O home equity é uma modalidade mais utilizada em países maduros financeiramente, mesmo em mercados que oferecem juros com taxas mais baixas do que o Brasil.

No caso do Japão, o modelo representa 33% do PIB nacional, enquanto que Alemanha o número chega a 51% e na Austrália 82%, segundo análise da Credihome.

Nos Estados Unidos, onde também é conhecido como “segunda hipoteca” (second mortgage), a modalidade ganhou popularidade em meados da década de 80.

O motivo para burlar a Tax Reform Act de 1986, que eliminou as deduções para os juros na maioria das compras dos consumidores. A opção foi útil até o ano de 2017, quando o governo federal retirou o home equity da lista de deduções.

O mercado americano trabalha com dois formatos: um de empréstimo a juro pré-fixado, e outro de linha de crédito (muitas vezes com cartão de crédito incluso) que deve ter o seu custo total reembolsado no final do período.

3.3 Seguros para operações de home equity

DFI Sistema Financeiro

Essa apólice oferece mais segurança do que as opções de Seguro de Vida Prestamista e Multirrisco, que são impróprios para esse modelo, apesar de ainda serem oferecidos no mercado.

Enquanto o processo de liberação do empréstimo ainda sofre com processos demorados como análise de crédito e de documentação, avaliação de imóveis e registro em cartório, a utilização de uma apólice baseada em plataformas digitais surge como um elemento de maior eficiência e velocidade.

Além disso, as apólices disponíveis no portal GEO contam com benefícios como redução do custo do seguro e possibilidade de pagamento com taxa única para todas as operações, sem a necessidade de analisar cada um dos elementos envolvidos de forma individualizada, reduzindo assim o impacto financeiro na oferta para o consumidor final.

Assim, bancos digitais e fintechs de qualquer porte podem entrar nesse mercado com empréstimos de aprovação rápida e com preços mais competitivos.

4. Como o seguro influencia o ecossistema de crédito digital

Para a modalidade de home equity, o seguro Habitacional DFI é a única apólice exigida pelo Banco Central. Inspirado nas boas práticas internacionais e com o objetivo de obter maior segurança e eficiência, essa decisão também serviu para aprimorar o critério de concessão desse tipo de crédito.

No caso de operações de crédito imobiliário com o objetivo de obter empréstimos para obras, ou capital de giro para a incorporadora, o seguro exigido é o DFI Sistema Financeiro.

Além disso, o seguro prestamista cobre o pagamento de dívidas relacionados a empréstimos ou de créditos com instituições financeiras em caso de morte ou invalidez.

4.1 Oportunidades

No caso do home equity, a resolução 4.676 do Banco Central definiu diversos pontos de regulação dessa modalidade de empréstimo, entre eles qual seria seguro para garantir os imóveis envolvidos para o recebimento do crédito. O Seguro Habitacional foi o escolhido por oferecer maior segurança e eficiência na comparação com as apólices de Vida Prestamista e Multirisco, oferecidos antes da decisão do BC.

Esse é um exemplo de como os seguros oferecem estabilidade para as transações em consolidação no mercado, em especial com um cenário de crescimento de ofertas digitais e no qual os consumidores finais ainda estão se ambientando a essa facilidade.

O seguro digital também serve como apoio ao entrar em mercados ainda dominados pelos grandes bancos, que contam com uma estrutura própria para seguros.

4.2 Digitalização e seus impactos

A digitalização no seguro oferece algumas vantagens competitivas para o mercado de crédito e bancos digitais como a redução do seu impacto no custo da operação.

Ao contar com uma plataforma 100% digital, a GEO é capaz de oferecer a possibilidade de pagamento de taxa única por operação, com maior agilidade na análise dos elementos envolvidos em grandes números. A taxa única já é oferecida nas suas apólices de seguros para segmentos imobiliário e de construção civil.

Outra vantagem da transformação digital é que ela torna-se acessível mesmo para players de menor porte ou em um estágio menos avançado. Em um cenário que já é marcado pela redução de juros em relação ao crédito oferecido pelos bancos tradicionais, qualquer vantagem operacional pode resultar em melhor desempenho nesse mercado ainda não consolidado.